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República Independente do Alto de Paço de Arcos

Toda a zona ocidental da Península Ibérica está ocupada pelos portugueses…toda? Não! Uma vila habitada por irredutíveis paçoarcoenses conseguiu a sua independência 19 meses depois do 25 de abril de 1974!

Toda a zona ocidental da Península Ibérica está ocupada pelos portugueses…toda? Não! Uma vila habitada por irredutíveis paçoarcoenses conseguiu a sua independência 19 meses depois do 25 de abril de 1974!

República Independente do Alto de Paço de Arcos

26
Jul18

3ª Temporada - O Dente do Elefante


Comandante Guélas

Dente de Elefante 1.jpg

 

8

 

Depois de ter marrado com o descapotável do Chulo do Pimenta, o carro que dobrava ao meio de cada vez que arrancava, visto o proprietário ter-se limitado a serrar o tejadilho, o Bajoulo ficou atulhado de dívidas. Estava no top dos estudantes paçoarcoenses mais endividados da região de Cascais, visto que o Pierre-Pomme-de-Terre nunca chegava a essa situação enquanto o pai teimasse em colecionar libras em ouro. Só muito mais tarde, para orgulho da vila, é que teve de se ausentar do país, porque quem andava atrás dele não era o Chulo do Pimenta, mas os pides da Interpol. O Bajoulo tropeçou numa noite na solução quando se preparava para recolher aos aposentos: um soberbo dente de Elefante a quem o papá dava lustro todos os dias.

- Amanhã já estás a morar noutra freguesia e o Chulo do Pimenta a chatear outro, – prometeu ao dente, expressando-se meio em português meio em alemão, com um arroto de cevada pelo meio.

Foi até à garagem arranjar espaço para o “canino” na sua Zundapp, cujo motor deveria estar no Algarve junto ao seu legítimo dono. Amarrou ao banco um caixote de fruta e irritou-se quando descobriu que só havia “meio-gordo” no frigorífico.

- Nestas condições deploráveis não consigo gamar…trabalhar, trabalhar. Vou ao “Bachil” buscar um suminho.

Por pouco não se cruzou com o estudante Focas, o Pilas e o Tio Kiki, que iam fazer uma visita de cortesia ao Bakáus, o irmão mais velho. Os turistas bateram, bateram, mas o mano do Bajoulo dormia um sono profundo, sonhando com uma resma de suecas deitadas sobre a sua soberba “Honda 50”. Como não lhes abria a porta, ficaram preocupados com a saúde do luso-alemão. Treparam ao primeiro andar, entraram por uma janela e iniciaram de imediato uma batalha campal com as laranjas da cozinha, mas mesmo assim o BaKáus não acordou. Quando acabaram os citrinos, passaram para as roupas, arremessando-as da janela. Finda a brincadeira, saíram pela porta e foram interceptados pelos gritos estridentes duma das vizinhas, que os insultou:

- Ladrões!

Quando o senhor Bajoulo regressou, achou estranho ver as suas cuecas mijonas penduradas no catavento do General e a toalha do bidé a ocupar o espaço reservado à bandeira nacional, mas a sua preocupação estava exclusivamente reservada para o incisivo do Elefante. Iria amarrar o dente à mota, logo após a última ronda do papá, para que no dia seguinte fosse o primeiro a sair para o “trabalho”, ou seja, ir vender o marfim lá para os lados da capital.

 

 

15
Jul18

3ª Temporada - Pó


Comandante Guélas

Extintor.jpg

 

7

 

Em termos existenciais o mais grave paçoarcoense dava pelo nome de Milhas, que nasceu com o sentimento de culpa, cujo culpado sempre disse ser o Espalha, que nunca o ajudou a viver as suas circunstâncias, bem pelo contrário, agravou-as com a ajuda dos irmãos! Dizia-se que o amor fatal do Ratinho Blanco pela Macaca se devia ao seu vício por caramujos carregados de esquistossomos, especialidade do restaurante “O Tino”, cujas alucinações pós refeição o faziam confundir a paçoarcoense peluda com a Aishwarya Rai de Bollywood, presença habitual no écran do Cine Teatro da vila. A rapaziada paçoarcoense funcionava por sazonalidades e uma delas consistia em valorizar Paço de Arcos e colocar a sua costa na rota dos grandes destinos de férias. Entretenimento também era cultura e neste aspecto o grupo era muito criativo. A operação “Pó para todos” teve início no pólo cultural da moda, a Estalagem do Farol, e mais uma vez graças ao Max, o porteiro, que barrou a entrada ao adolescentes, junto a um extintor. Enquanto se esgrimiam as vantagens e desvantagens de permitir a entrada de 25 gandulos, de boas famílias paçoarcoenses, na discoteca, parte deles desmontou o garrafão de “Pó ABC” e todos juntos saíram do espaço de diversão com o extintor ao colo e a cantar os “parabéns a você”. O aplauso foi geral, do Max que conseguiu ver-se livre daquelas melgas que lhe infernizavam a vida e do Rodrigues (o dono) que estava na fase sentimental da bebedeira:

- Vê-se mesmo que são filhos de boas famílias, tão ordeiros, - disse, limpando uma lágrima ao canto do olho. – Levam o aniversariante ao colo.

O amigo, um extintor de 10Kg, não se chamava Peidão, porque o agente propulsor da botija era o nitrogénio, enquanto que este andava a metano. O Raul do Talho levou seis no carro e o do lugar do morto era quem levava o brinquedo. O primeiro aviso foi dado logo ao sair do parque:

 

BROOM

 

E ficou uma nuvem branca na noite escura. Estava operacional, mesmo caducado. Contra todas as probabilidades, visto ser uma raridade na Costa do Estoril, habitat de queques, o carro parou junto a um par de pretos, que se aproximaram todos solícitos quando o Pilas os chamou delicadamente, tratando-os por “patrão”:

- Ó preto, queres ficar branco?

 

BROOOOOOOOOOOOOOOOOOM

 

A nuvem que se formou parecia um cogumelo, mas por estranho que pareça os clientes não saíram de dentro dela, tendo-se limitado a sacudir o pó, à procura de ar. Enfim, culturas diferentes de reagir perante imprevistos. A próxima paragem foi em Oeiras, junto à taberna que era paredes-meias com a esquadra da polícia. Mais tarde este local de venda de meio-gordo branco modernizou-se e tornou-se numa agência bancária, cujos funcionários trocaram os aventais com desenhos de pipas por fatos com gravata, mas a qualidade de atendimento manteve-se. O Pilas carregou no gatilho e só o largou quando o pó acabou. Ninguém reagiu. Uma nuvem branca saiu em fúria do estabelecimento, mas da Associação dos Amigos do Tintól não havia viva alma. Só dez minutos depois é que foi visto um atleta a cambalear. Mas foi só 1! O que é que terá acontecido aos restantes sócios?

 

02
Jul18

3ª Temporada - O Primeiro Encartado


Comandante Guélas

Carta de Condução.jpg

 

7

 

A primeira carta de condução a ser entregue pelo Querido Líder de Paço de Arcos, o Comandante Guélas, foi ao adolescente mais inquieto da vila:

- Quero agradecer à Escola de Condução do Cruz, não da Jomarte, que só me tirou as fotos para a abertura do processo, mas sim do Campo Pequeno, - agradeceu o jovem Pilas na sessão de entrega que decorreu na Sede do Clube Desportivo de Paço de Arcos, e continuou. – Não precisei de ir a nenhuma aula teórica, e às práticas fui a poucas, pois já tenho a escola toda desde tenra idade.

O padrinho Cruz, que adotara grande parte dos estudantes de Paço de Arcos, confirmava sempre as presenças antes de se marcarem os exames na DGV. Eram estas as condições por se ter morada na região mais importante da Península Ibérica, a encantada vila de Paço de Arcos, onde praticamente todos conduziam desde os 10 anos. O analfabruto do pai do João da Quinta nunca teve a carta mas isso não o impedia de fazer coleções de motas e carros. Até ao dia em que o filho lhe tirou um dos bólides da garagem, com a ajuda dos amigos, tendo pegado engatado lá para os lados da vacaria. A viagem foi sempre a abrir até Caxias, onde acabou abruptamente de encontro a um carro estacionado, depois do João da Quinta se ter distraído com uma moça de bigode que passeava atrevidamente, com os pêlos das pernas ao léu. O facto dele guiar em pé, para poder ver a estrada, também não ajudou muito. O Cocciolo, que ia no lugar do morto, bateu com os cornos no vidro. Segundo o Graise, um expert na matéria, que estava sentadinho atrás do motorista e se apoiou na sua cabeça, para não ser projectado contra o cabelo oleoso e cheio de penas de galinha, “as consequências para a saúde mental do Cocciolo só se tornaram visíveis anos mais tarde, quando ele demonstrou enormes dificuldades em ultrapassar a adolescência”. Carro imobilizado, fuga imediata! Foram todos? Todos não, restou o filho do proprietário do veículo, momentaneamente impossibilitado de se mover, porque o seu único neurónio estava atordoado devido ao impacto do Graise, sendo por isso incapaz de enviar uma ordem de jeito às pernas.

- Quando chocámos ainda o ouvi gritar, “mãe dá-me uma carcaça que eu estou cheio de traça”, – disse o Peidão para o Pontas durante a fuga em direção à casa do Jorginho, que dava nessa noite uma festa, com a presença do irmão adoptivo, o Alice, que tinha vindo com a Descolonização e trouxera com ele os primeiros de muitos charros que iriam colonizar a vila e acelerar a ida para a cova a muitos.

Quando a populaça deitou a mão ao João da Quinta, ele ainda não tinha recuperado a consciência de si próprio e da coça que iria levar do pai. Dito e feito, foi obrigado a ir ao “pão por Deus”, cujos fundos iriam reverter para o arranjo do “Ford Taunus Carrinha Verde Alface”.

A carta de condução do Pilas deu direito a tudo, até para alugar um carro marado numa agência clandestina, enchê-lo de amigos e de malas, e rumar ao Algarve prego a fundo, com o Botelho a mandar vir por causa da posição da mala: estava virada a Sul e ele queria que ela apontasse para o Norte Magnético. Mas na véspera da viagem para o Algarve, o Focas despediu-se dos amigos atirando o “xaço” do Mayer, que estava estacionado lá no alto, “meio-abandonado meio-com-dono”, pela rua abaixo. Foi-lhe aplicada a lei de “barcos vazios no alto-mar” e a porta aberta contribuiu para a entrada, mas o volante trancado queria impossibilitar o passeio. O estudante Focas estava na máxima força, representava o produto final de uma mistura desportiva explosiva, Boxe, Karaté e Pica, era o “Cassios Clay de Paço de Arcos”,  tinha enfiado um meia leca que se intitulava, não Tarzan Taborda, mas sim Rui Nazi, dentro de uma montra, por isso tanto torceu o volante, que ele cedeu e ficou a descansar no seu colo, soltando tantas chispas que todo pensaram serem foguetes das Festa da Vila. A corrida começou de imediato mal o travão-de-mão deixou de cumprir a sua função. Estavam no alto, não precisavam de motor para nada. O “xaço” atingiu a velocidade do som logo na reta e quando fez a primeira curva, todos se aperceberam que o Focas não fazia questão de usar os travões. Iria até à desintegração total. O Chico Sá abandonou de imediato o “Ferrari”, o Graise também, o Pontas “idem aspas aspas” e quanto ao Peidão, que ia no meio, não conseguiu sair, porque o estudante Focas já tinha encostado o carro a um muro e impossibilitou-lhe a fuga. Só se viam fagulhas a sair do bólide. E eis que, contra todas as expetativas, o motorista guinou o volante, obrigando o Renault a fazer um ângulo de 90º, ficando de frente para o muro do jardim dos senhores doutores vermelhos. O Focas saiu como se tivesse carregado num botão de ejecção automática e o Peidão escapuliu-se no limite, conseguindo ainda ver, do ar, o embate do carro no muro. Um levantou as quatro rodas e o outro abanou como uma bailarina. Durante uma fracção de segundos reinou o silêncio. A maioria estava borrada, apesar de estarem quase todos na fronteira para a idade adulta, e como tal responsáveis pelos seus atos. Mas como o período ainda era de revolução, poder-se-ia sempre dizer que tudo isto consistia num protesto contra os “chalés burgueses”, mesmo que todos habitassem em chalés, e este muro em questão pertencia a pessoal íntimo e amigo do Bill. A rapaziada dispersou misteriosamente deixando o carrito, mas no dia seguinte o Renault estava a dormir profundamente dentro de um buraco de numa obra, lá para os lados das escadinhas da estação, com o rabinho para o ar e cercado de rudes trabalhadores, impossibilitados de cavar. Teria feito os últimos cem metros da vertiginosa descida por conta própria ou os meninos tinham-se reorganizado e acabado a tarefa a que se propuseram? Uma pergunta sem resposta, pois todos juravam que a sua participação nesta brincadeirinha de jovens recentemente libertados pelo Comandante Guélas, tinha acabado no momento em que o “chaço” marrara contra o muro. No dia da partida rumo ao Sul os turistas levantaram-se cedo, atestaram o carro com a gasolina desviada dos depósitos dos bólides dos social fascistas e foram todos buscar o Botelho a Nova-Oeiras, que tinha feito um pedido especial de entrada com descrição na rua onde morava, pois o pai andava muito traumatizado, porque o filho insistia em marrar com o Mini de cada vez que saia de casa para ir passear com os amigos, lá para os lados de Cascais. Uma semana antes tinha conseguido chegar ao destino sem qualquer percalço e quando se preparava para estacionar o carro num parque lá para os lados do “Senhor Balão”, assustou-se com a salva de palmas que os amigos lhe dedicaram, tirou o pé da embraiagem e marrou contra o muro. Por momentos ficou um silêncio sepulcral, mas depois as palmas continuaram, mas desta vez para aplaudir a tradição e não a excepção. A entrada do Pilas foi à Leão, o carro guinchava e fumegava por tudo o que era buraco, Nova-Oeiras veio toda às janela ver o filho do senhor doutor, que queria sair discreto.

- Obrigado Pilas, – agradeceu o Botelho colocando a mala na bagageira, virada para Meca.

A viagem até ao Algarve correu sem incidentes, o carro foi sempre a ganir e os passageiros em farra permanente. O destino não contemplava nenhum acidente para estas datas, apesar de o estarem permanentemente a provocar. A primeira paragem foi na praia da Oura onde pernoitaram em sacos-camas junto a uma falésia, onde recolheram após as duas da manhã à medida que iam chegando. O Pilas foi o último e, para manter a tradição, fez uma nova entrada à Leão quando vislumbrou uma fileira de sacos-camas, correndo na sua direcção com o freio nos dentes, onde fez uma chamada a pés juntos atirando-se em estilo “aí vai alho” para cima dos dorminhocos. As bejecas tinham-lhe toldado o sentido de orientação e enganou-se. Os amigos estavam na curva ao lado. Teve de acelerar e desaparecer na escuridão da praia, porque levava uma multidão atrás, pronta para lhe “fazerem a folha”. No dia seguinte a excursão rumou para a Torralta porque o Pilas, o único encartado, estava obcecado à procura da sua Olívia, uma dama da Linha, que tinha vindo para o Algarve com a família e deixara o namorado na capital. Mas o Graise não se conteve e gritou no banco de trás:

- Primeiros para a Olívia!

Caiu tão mal na alma do Pilas, que ele largou o volante e veio pedir explicações ao violador. Valeu a pronta intervenção do Mac Macléu Ferreira que deitou as mãos ao leme, mesmo sem óculos, conseguindo manter o carro fora-de-mão, mas na estrada. O ofendido voltou à posição inicial quando lhe explicaram que o Graise tinha este nome de guerra por causa da travadinha que lhe dera durante um jogo de basquetebol familiar 5x5, e que a partir daí fora  sempre a descer, principalmente no que referia aos comportamentos. Referira-se à “Olívia”, mas com o pensamento no cágado com que namorara uns anos antes, na célebre festa onde proclamara aos amigos solteiros que aquela festa “era só para orientados”. A chegada às torres manteve o mesmo estilo, com o bólide a berrar e a deitar fumo dos sapatos, com acompanhamento das vozes de seis “meninos de coro” das boas famílias “Paçoarquianas”, que iam pendurados nas janelas. Respirava-se liberdade e a “liberdade” significava “balda total”. O carro ficou onde parou e o sentido era só um, praia. Ainda a mocidade  não tinha arranjado espaço para montar o acampamento e já o Pilas descobrira uma sereia em cima duma plataforma que estava ao largo.

- Será a Olívia! – Pensou.

Tinha prometido a si próprio que só pararia quando encontrasse a sua musa e isso implicava todos os sacrifícios, até fazer os 50 metros que o separavam da jangada.

- Vamos nadar até ali, - gritou, correndo para água.

Todos o acompanharam? Todos, não! O intrépido Botelho sentara-se na areia e recusava-se a acompanhar os amigos.

- Vou ficar aqui a ver as vistas, – exclamou com um olhar maroto, puxando a franja ensebada para o lado.

O Pilas nem queria acreditar quando, após aquele esforço hercúleo, deu de caras com um autóctone cheio de bexigas e cabelo oleoso a tocar nos ombros. Quando estavam prestes a regressar, chegou o garanhão.

- Então, afinal também vieste?

Como não tinha pescado nenhuma rola, resolvera vir tentar a sua sorte com o “Camarão da Torralta”. Mas não teve tempo para lhe ver o sexo, pois a ex-Olívia mergulhou na altura em que o Botelho trepou. E agora não tinha forças para persegui-la. Neste entretanto apareceram, vindos das profundezas, o senhor Pilas e o estudante Graise, que deram aviso de retirada aos amigos, excepto ao garanhão do cabelo ensebado. A chegada à praia foi um pouco mais lenta porque a maré estava a vazar. Quando se sentaram na areia foram informados pelos dois mergulhadores de que três dos cabos que prendiam a plataforma tinham sido soltos. Era por isso que o Botelho não passava de um ponto no horizonte. Só conseguiram reunir-se com o Sol já posto, pois foi nessa altura que o último dos paçoarcoenses chegou a terra firme. A próxima paragem ficou marcada para os lados de Lagos, mais propriamente na quinta familiar de uma amiga. Quando apareceram na cidade deram de caras com outros artistas, gerando-se uma confraternização espontânea num restaurante com uma sereia à porta, que debitava água para um lago que molhava os seus formosos pés. A festa durou pouco, muito pouco, pois o Bernardo Sá resolveu tirar um dos mamilos da ninfa com o alicate que o Bajoulo usava para gamar motas. O dono nem queria acreditar quando viu que a estátua de mármore, de quem sempre se lembrava quando brincava aos índios com a sua Maria de bigode, não passava agora de uma pobre deficiente que nem para fonte servia, muito menos de inspiração. A debandada foi geral, Burgau foi o nome escolhido para da capelinha!

 

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